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sábado, 2 de julho de 2011

O Rei dos Dragões

 Era uma vez um príncipe tão perfeito quanto todos os sonhos de todas as princesas juntas. Lindo, inteligente, educado, corajoso. Mas o lindo príncipe tinha um cruel defeito: seu nome era Khalasar.
Em Doraski, reino onde este príncipe vivia, o nome de uma pessoa era sagrado. Quem nomeava os recém-nascidos era um profeta e, quando o príncipe nasceu, ele suspirou e disse:
-Seu nome será Khalasar, o Rei dos Dragões.
Os dragões eram os seres mais temidos do mundo. Consequentemente, deste momento em diante, todos olhavam para o menino com terror, pena ou asco.
Khalasar tinha um irmão mais velho: Felipe (o amigo dos cavalos). Era muito mimado e também tinha aversão ao irmão mais novo.
A única que o amava desenfreadamente era sua mãe, a rainha Amanda (a amada). Porém, quando o belo Khalasar tinha dezoito anos, a rainha faleceu. Aquele fora o dia mais triste de sua vida. E não só para o príncipe, mas ambém para o rei, que morreu de desgosto semanas depois.
Felipe então assumiu o trono e seu primeiro decreto oi expulsar Khalasar de Doraski.
-Você é uma aberração, ninguém o quer. Fora, Rei dos Dragões!
Tudo o que Khalasar pôde fazer foi baixar a cabeça e caminhar sem destino.
Andou muito, até que um dia, quando a barba já lhe cobria o rosto, ele esbarrou em um muro. Quando levantou a cabeça, viu que ele era muito alto e, por mais que erguesse os olhos, não conseguia ver seu fim.
Khalasar foi seguindo pelo muro até encontrar um portão tão grande quanto aquela muralha. “Seja lá o que mora do outro lado”, pensou o príncipe, “ é muito grande”.
De repente, antes que o príncipe se virasse para partir, o trinco do portão soltou um guincho e se partiu ao meio. O portão foi abrindo-se aos poucos.
A luz refletida nas escamas do dragão ofuscou os olhos de Khalasar. A fera era gigantesca e vermelha como um rubi lapidado.
Algo que o príncipe não se lembrava era a fama dos dragões de bons farejadores. O dragão-rubi sentiu, na primeira brisa que tocou seu rosto, o cheiro podre de Khalasar e virou a cabeça em sua direção.
Porém, para sua grande surpresa, um sorriso de dentes afiados apareceu no focinho da fera e, com uma voz doce, ela suspirou:
-Khalasar?
Naquele primeiro momento, o jovem príncipe não soube como reagir.
-Por que demorou tanto? – continuou a fera – Estávamos à sua espera!
O dragão baixou a cabeça e fez um sinal para que Khalasar subisse. Maquinalmente, o príncipe subiu na nuca da fera e agarrou suas orelhas. Quando o sentiu firme, o dragão levantou-se e voltou para dentro da muralha com Khalasar. Este viu a bela cidade que aqueles muros guardavam, com milhares de casas brancas que subiam por uma colina até chegaram ao palácio cor-de-gelo.
-De onde nos conhecemos? – perguntou Khalasar com toda a educação que aprendera na corte.
-Não nos conhecemos Khalasar.  – respondeu a fera.
-Então como sabe meu nome?
-Foi prevista a sua chegada. Nosso rei viu-o em uma de suas visões do futuro e disse que você traria alegria. Por isso eu devia sair e trazê-lo.
-Eu trarei alegria?
-Trará.
-Como?
-É o que esperamos que você responda.
Ficaram em silêncio, até Khalasar perguntar:
-Como vossa graça se chama?
-Europa, meu caro príncipe.
Eles entraram no enorme palácio e Khalasar deparou-se com cem dragões maiores do que Europa. Esta prosseguiu até o maior de todos, um dragão branco como a cidade.
-Muito bem, Europa. – disse ele – Encontrou Khalasar. Agora, vejamos o que ele tem para nós.
Todos o encararam, esperando uma resposta, mas Khalasar conseguiu apenas gaguejar:
-Acho que se enganaram, senhores. Não passo de um desgraçado...
-Pode até ser, mas eu o vi, no futuro, sentado em um trono de ouro, com todos os seres do mundo curvando-se. Será nossa salvação!
Os dragões rugiram. Khalasar gritou:
-Eu não sou rei! Meu irmão o é!
-E o que o irmão do rei faz fora de seu castelo?
-Meu irmão me expulsou, por eu ser amaldiçoado. Eu serei o Rei dos Dragões!
Os dragões rugiram novamente, felizes.
-Que nome mais apropriado! – trovejou o dragão branco – Pois bem Khalasar, Rei dos Dragões! Se um rei expulsa o próprio irmão de seu reino, será um cruel tirano. – e virou-se para os outros dragões – Irmãos! Reúnam seus clãs! Khalasar, Rei dos Dragões, precisa livrar seu povo! – e voltou-se para o príncipe – Meu nome é Glucagon, rei dos clãs dos dragões e seu súdito!
Quando deu por si, Khalasar estava sobre Europa, empunhando uma espada, pronto para um confronto e voando para Doraski.
Quem quer que estivesse sobre os muros do castelo, deve ter se assustado quando viu os dragões. O rei Felipe então deve ter se apavorado, pois, assim que Europa pousou, um batalhão de cavalos se aproximou e os amedrontados cavaleiros disseram que seu rei entregava-se.
Khalasar assumiu o trono e, logo em seu primeiro dia como rei, viu como Felipe era mau soberano, gastando sua riqueza com cavalos, enquanto o povo passava fome.
Com ajuda dos dragões, Khalasar reerguer Doraski, mais rica e mais forte. E logo em seguida, partiu para livrar os outros reinos de seus tiranos.
-Viva Khalasar, Rei dos Dragões! – gritava o povo, depois de anos de luta – Viva! – gritavam em coro os outros seres livre.
Os reinos estavam em paz. Cada um com seu rei justo e Doraski com Khalasar.
-Eu disse que você traria alegria. – disse Glucagon, um belo dia, na sala do trono.
-Tinha razão. – retrucou Khalasar, sentado em um belo trono de ouro maciço. O jovem rei estava mais lindo do que nunca e mais confiante também – Mas agora preciso resolver um sério problema...
-Qual?
-Preciso encontrar uma esposa para ter meus herdeiros...
Glucagon rugiu, alegre.
-Oras, isto não é um problema. Europa!
O dragão vermelho apareceu, deslumbrante. Parecia estar escondendo algum segredo de Khalasar, o que era impossível, pois os dois eram inseparáveis.
-Aqui está sua noiva. – disse Glucagon e tocou com o focinho a cabeça do dragão.
Subitamente, Europa desfez-se em uma nuvem de fumaça. Khalasar correu na direção da bruma, mas quando ela sumiu, uma linda moça estava ali, a mais linda das princesas.
-Europa? – Khalasar a tomou nos braços e ela sorriu, corada.
E juntos, viveram felizes para sempre.

Fim

2 comentários:

Daniella Midori S. D. disse...

Gostei da escolha dos nomes! Mas ler Glucagon me faz lembrar de insulina, daí eu fiquei pensando o conto inteiro que o dragão era diabético XD hehehe
Mas eu gostei muito da história e do jeito que vc descreve tudo. Eu leria um livro seu, se vc escrevesse um =) Tranquilinho. E o legal é que vc escreve ficção sem ficar forçado!

Gabi Castro disse...

Obrigada Dani! Hahahaha, é verdade, glucagon lembra insulina. Na vdd, eu escutei o nome na aula de biologia ai eu fiquei: "nossa, glucagon parece nome de dragão". Então, quando fui escrever um história sobre dragões, foi o primeiro nome que eu escolhi. Agradeço os elogios, todas as minhas histórias eu escrevo na aula de redação e, bem, como a pro sempre elogia... hahahaha.
Obrigada de novo! =)

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